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Não percas, aqui no Universo Wrestling!


Sigam mais um episódio da ECW brand...

(Versão Sapo)
01: http://videos.sapo.pt/SFH907HEtvWcJBTB1ryq
02: http://videos.sapo.pt/8frJ5kbeJADvkDG3UOIA
03: http://videos.sapo.pt/KPbzHO9Bp76QoPIBgQyy

Créditos: Wrestling-TV
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Angelina Love





Ring Skills

- Pontos fortes: Angelina Love era talvez, a melhor knockout da TNA. Em ringue, para além de ser as menos trapalhonas, era das melhores a conduzir um combate, a aplicar a sua gimmick e a feud ocorrente. Tinha um estilo em ringue muito adequado à sua personagem, é pena ter saído da companhia de Orlando.
- Pontos fracos: Embora pouco, Angelina tinha alguma trapalhice, mas sem dúvida que tem imensas qualidades que compensam essa falha.



Mic Skills

- Pontos fortes: Provavelmente, a melhor mulher no mundo do wrestling a mexer com o micro actualmente. Na TNA, mesmo nos tempos em que não era nem campeã nem candidata principal, era a que tinha mais tempo de antena nas promos, e isso quereria dizer alguma coisa. Tudo o que dizia era à imagem da sua personagem "chique", falava com entoação e tinha uma expressão facial correcta.
- Pontos fracos: Por muitas capacidades que tivesse, estava limitada, pois a Knockout Division não era o Main-Event, e por isso, o tempo de antena era outro. Também não era nenhum The Rock ou Chris Jericho da divisão feminina, embora fosse muito boa.



Carisma

- Pontos fortes: Quem via TNA, sabia quem era Angelina Love, gostava de a ver tanto com o micro na mão, como para lutar. Era muito popular, os fãs reagiam ao que ela dizia e fazia, ninguém lhe ficava indiferente, e nesse aspecto, na divisão das Knockouts, era a melhor. O seu carisma fazia inveja a alguns Main-Eventers.
- Pontos fracos: Apesar do público não lhe ficar indiferente, muitas vezes em vez de a apuparem devido ao seu estatuto heel, para além do público da TNA ser "variado da cabeça", penso que é impossível apupar uma mulher assim tão... boa (sim, em todos os aspectos), por isso, muitas vezes, aplaudiam-na.



Venda de Merchandising

- Pontos fortes: Angelina e as Beautiful People, segundo sei, não tinham t-shirts à venda e alguns outros acessórios de merchandising, por isso não me posso alargar muito neste aspecto.
- Pontos fracos: Bem, sendo ela heel e uma mulher, é previsível que não venda muito. Em primeiro lugar, porque supostamente, as suas t-shirts (das quais desconheço a existência) iriam ser compradas por mulheres/raparigas, e os fãs desta modalidade são essencialmente homens. Depois, no que concerne às action figures, quem as compra são as crianças, que na sua maioria são rapazes, ora bem, não estou a ver rapazes a brincar com uma boneca de Angelina Love.



Gimmick

- Pontos fortes: Provavelmente, tem uma das melhores, senão mesmo a melhor gimmick feminina da actualidade. Ela é uma espécie de rapariga "chique", do Jet7, daqueles do género "não me toques", arrogante, convencida, vaidosa, enfim... uma autêntica tia. Com Velvet Sky (que também tem uma gimmick do género) formam as Beautiful People, e juntas gostam de humilhar as outras Knockouts, tentando-lhes rapar o cabelo, pôr-lhe um saco na cabeça ou simplesmente dar-lhes uma sova. Quando é preciso (na maioria das vezes), também jogam sujo. São umas heels perfeitas, Angelina, por ser a melhor, é a líder do grupo.
- Pontos fracos: Bem, não aponto grandes defeitos à sua gimmick, mas no entanto, talvez aponte à TNA, que deu a Angelina uma grande personagem, esta desempenhou-a perfeitamente, e quando era a cara da divisão feminina, quando estava no topo da carreira e quando a TNA tinha finalmente uma personagem construída por si, e não aproveitou os restos da WWE, deu-se o seu polémico afastamento da empresa.



Atitudes no Backstage

- Pontos fortes: Desde que acompanho a comunidade de wrestling online, foi raro o que foi dito de mal acerca de Angelina Love, que sempre me pareceu uma menina querida para os dirigentes da companhia de Orlando e talvez por isso, teve um crescimento gradual na TNA, até atingir o topo.
- Pontos fracos:A sua saída da TNA foi algo controversa, e pegando no texto que foi postado na NWO: "a razão do despedimento desta Knockout, foi por causa de estar a trabalhar sobre um aval que obteu na empresa de desenvolvimento da WWE... isto está errado, porque o aval dela teria sido considerado inválido, assim que fosse despedida - aconteceu em Maio de 2007 a sua despedida. De acordo com uma pessoa conhecida, Angelina tem andado a trabalhar sem um aval durante estes últimos dois anos, o que é ilegal." Ou seja, tanto a própria como a empresa que lhe deu emprego podem estar postas em causa, como consequência disto, ela pode ter que devolver todo o dinheiro que ganhou até agora e ficar 10 anos sem pôr os pés nos EUA, isto revela irresponsabilidade!



Condição fisica

- Pontos fortes: Angelina Love tem 28 anos, e está numa idade em que a sua experiência, a sua beleza corporal e o seu talento se aliam para a empurrar para o topo, e foi mesmo isso que aconteceu, antes da saída da TNA, estava no topo da divisão das knockouts, tinha dois titulos conquistados e juntamente com as Beautiful People, ia a caminho de um terceiro titulo, o de tag team das Knockouts.
- Pontos fracos: Em 2006, teve de ser operada a um joelho para corrigir uma lesão. Exceptuando isso, não tem tido problemas.



Theme Song - "Angel On My Shoulder" de Dale Oliver

- Pontos fortes: A meu ver, é uma música que condiz perfeitamente com a entrada das Beautiful People, e também com as suas gimmicks.
- Pontos fracos: Bem, mas por outro lado, a música é feia e com certeza que não é um sucesso de downloads (no fundo como quase todas na TNA). Também há que salientar, que com um ritmo diferente, é do mesmo género daquela que os MNM usavam, e como as características de ambas as stables eram parecidas, isso pode ser levado para o campo da imitação.



Curiosidades:

- O seu wrestler preferido de todos os tempos é Shawn Michaels.
- Angelina Love é considerada o expoente máximo da divisão feminina a nível mundial, no entanto, a WWE deixou-a escapar.
- Em 2007, Angelina começou a namorar com Jared Weeks, cantor da banda Saving Abel, mas em Agosto de 2008 separaram-se.
- Angelina Love tem como melhor amiga Velvet Sky.



Edições anteriores:


- AJ Styles
- Big Show
- Chris Jericho
- Christian
- CM Punk
- Edge
- Jeff Hardy
- John Cena
- John Morrison
- Kane
- Kurt Angle
- Maryse
- Matt Hardy
- Mickie James
- Montel Vontavius Porter
- Randy Orton
- Rob Van Dam
- Santino Marella
- Shawn Michaels
- Ted DiBiase Jr.
- The Brian Kendrick
- The Undertaker
- Triple H


E assim me despeço, esperem que comentem e que dêem sugestões de próximos wrestlers a serem analisados aqui no "Superstar by Superstar".
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A Crónica Sem Preço regressa ao AWP, após um período prolongado de interregno, por isso, preparem-se para as próximas linhas que prometem ser interessantes e demonstrativas da minha opinião sobre a grande crise que afecta o wrestling professional nos dias que correm (E não, não me refiro a crise financeira, porque essa todos nós sentimos).






Hulk Hogan, foi o homem que colocou o wrestling no mapa, foi o primeiro e maior ícone de todos os tempos, mas quando foi tempo de este deixar as luzes da ribalta, haviam bastantes candidatos para lhe suceder como a cara desta peculiar forma de entretenimento.



O escolhido acabaria por ser "Stone Cold" Steve Austin, que em conjunto, com The Rock, tiveram a árdua tarefa de carregarem o wrestling aos seus ombros, tarefa essa, que completaram com enorme percentagem de sucesso, porque a tão aclamada e relembrada "Attitude Era" marcou este mundo duma maneira que nunca mais será esquecida.
Qualquer coisa que tivesse wrestling, era associada a estes dois senhores, tal era a popularidade destes entre o povo, naqueles tempos.




A verdade é que ambos retiraram-se dos ringues, seguindo para outro mundo, o do glamour de Hollywood, deixando-se assim, mais uma vez, um vazio crucial no wrestling.
É claro que existiam mais estrelas, que acabaram por remediar a situação, mas nunca mais existiu um verdadeiro ícone, (porque, para mim, um ícone é alguém que fica marcado eternamente na mente dum fã, nomes como, Triple H, Shawn Michaels, Undertaker, todos este são apenas estrelas, porque embora tenham tido carreiras digna de terem o direito de se chamarem lendas, nunca conseguiram marcar aquele impacto que diferenciou os nomes que referi até agora dos que proferi neste parantênsis) até que John Cena deu um passo em frente pela nova geração de lutadores e tomou o seu lugar como cara do negócio, e embora muitos desgostem dele e o critiquem pela sua (aparente) falta de inovação dentro do ringue, a verdade é que ele fez algo que outros não conseguiram fazer, ele conseguiu tornar-se num ícone, uma referência incontestável.

Quando se fala de wrestling, facilmente se associa ao nome de John Cena, porque este conseguiu tornar-se no campeão do povo, só a sua presença numa arena, gera milhares de dólares.




Os miúdos adoram-no, vêem em Cena, um herói, é isto que significa ser um ícone, ser venerado pelos fãs, ser uma referência de qualidade para os mais jovens, mas a verdade é que com o passar dos tempos, a personagem de John Cena tem se tornado monótona, é necessário que sejam criadas novas estrelas, novos ícones, alguém que consiga motivar e trazer este "desporto" de volta aos bons velhos, mas a pergunta que se coloca, é quem?



Quem tem tudo para se tornar, no próximo ícone do wrestling?



Assim de repente, poderia referir vários nomes de candidatos a tal estatuto honroso, como CM Punk, John Morrison e partindo para a TNA, o nome de AJ Styles teria de incontestavelmente surgir ao barulho, mas a verdade é que nenhum destes lutadores que citei, está totalmente preparado para se tornar num ícone.




O que é preciso para se ser um ícone, neste negócio?





- Qualidade in-ring (todos a têm)



- Saber falar ao microfone (dentro do possível, todos os candidatos que referi, se safam ao micro)


- É preciso ter aquele "superstar look" que faz toda a diferença (se formos a ver, neste aspecto, John Morrison está em ligeira vantagem, embora Styles e Punk não fiquem muito atrás, porque todos nós conseguimos ver que Morrison tem um aspecto mais digno duma super-estrela do que os restantes candidatos)



- É preciso existir um bom booking sobre a personagem que estes lutadores desempenham, porque aqui está o que mais diferencia, um lutador comum dum ícone da indústria (Os três candidatos que referi tem sido bem pushados pelo bookers das respectivas federações, sendo que todos tem títulos de prestígio, dois deles são mesmo mundiais aka. títulos máximos da federação em questão)


- É preciso saber envolver os fãs (este ponto é essencial, mesmo que um lutador tenha qualidade, saiba falar ao micro, mas se não conseguir sacar nenhuma reacção dos fãs, então está condenado ao insucesso; Styles e Punk têm uma vantagem considerável neste aspecto, porque CM Punk é um dos top heels da WWE, e Styles, um dos top faces da TNA, enquanto que Morrison, embora seja face, não consegue sacar uma grande reacção por parte dos fãs, mesmo tendo melhorado e bastante, a sua capacidade de falar ao micro)





Concluindo, AJ Styles e CM Punk são os dois candidatos mais prováveis, até porque ambos tiveram uma evolução extraordinária nos últimos tempos, tornaram-se wrestlers ainda mais completos do que já eram, e atrevo-me a dizer que têm quase tudo para se tornarem nos próximos ícones do pro-wrestling mundial, mas como é óbvio, isto é um texto de opinião pessoal, pelo que vocês poderão discordar totalmente de mim, mas é o que eu francamente acho que poderá vir a acontecer num futuro bastante próximo, falta apenas eles quererem chegar ao topo.


E termino assim, a sétima edição da Crónica Sem Preço, espero que tenham gostado e que comentem bastante, para eu saber qual a vossa opinião sobre esta matéria, até para a semana, pessoal.















































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http://stuntgranny.files.wordpress.com/2009/04/stone-cold-shirt.jpg

He will comeback because he said so!
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A vida é engraçada. Há alturas em que estamos no topo, sentimo-nos os melhores, pensamos que nada pode-nos tirar esse momento, e desejamos que dure para sempre. Até que acaba. E quando isso acontece sentimo-nos roubados. Roubados do melhor momento das nossas vidas, sentimo-nos frustrados por termos estragado tudo, logo quando a vida nos estava a correr bem. E, quando isso acontece, prometemos a nós mesmos nunca cometer o mesmo erro outra vez. Mas as promessas não são fáceis de cumprir. Regressamos, e voltamos a pavimentar o nosso caminho para o topo, outra vez. E cada vez mais nos aproximamos da glória. E quando chega áquele momento crucial, decidimos estragar tudo mais uma vez. Mas desta vez foi pior, pois desta vez tínhamos perfeita noção do que fizemos. Ainda mais do que da primeira vez. Mas, não podemos ficar simplesmente parados. Voltamos mais uma vez, e chegamos à glória. Glória essa, que é curta. Mas desta vez não estragamos tudo. Desta vez precisamos de uma pausa, e dizemos adeus, a tudo e a todos....por enquanto. A esta altura, já devem saber de quem falo. Jeff Hardy.

Isto foi a carreira de Hardy mais ou menos resumida, e tudo o que escrevi é verdade. Hardy estragou tudo duas vezes, e à terceira parece ter aprendido a sua lição. Mas se ao menos fosse só o Jeff..Quantos lutadores se metem em drogas? Quantos lutadores decidem estragar tudo, por causa das drogas? E o pior de tudo, é que tendo em conta o que já aconteceu envolvendo lutadores e drogas, seria de esperar que os lutadores vissem o que aconteceu a outros. Mas, não se importam. Pensam que uma vez não faz mal a ninguém, e que não serão apanhados. Até que o são. E a sua carreira nunca mais será a mesma. E é sempre uma pena ver um lutador simplesmente desperdiçar o talento que ele tem. Outro bom exemplo é Rob Van Dam.

Van Dam passou anos e anos no Mid Card, mas nunca parecia dar aquele passo para o Main Event. Até que esse passo chegou em 2006, com a sua vitória no Money In The Bank, com a vitória sobre Benjamin no Backlash pelo Intercontinental Title e, por fim, a sua vitória no One Night Stand sobre John Cena pelo WWE Title. E tudo parecia correr bem ao Whole Damn Show. Até que é apanhado com as malditas drogas, e eis que o reinado histórico de Van Dam como WWE e ECW Champion acaba abruptamente. Decerto que ser apanhado com drogas e ter pushes acabados é um dos maiores arrependimentos dos lutadores a que isso aconteceu. E percebe-se porquê. Ficam tão perto da glória, mas depois não a alcançam. É como dizem: "Tão perto e no entanto tão longe".

Mas também existem outros casos. Nomeadamente de lutadores que têm talento, mas que não são aproveitados. A lista de lutadores que não foram aproveitados, é muito extensa. Eis alguns exemplos. O primeiro lutador que me ocorre, é James Gibson. Não sabem quem é? Ele é conhecido entre nós todos por Jamie Noble.
Noble tinha (e tem) todo o talento do mundo, mas a WWE não o aproveitou. Desde que está na WWE, só foi Crusierweight Champion. Podiam tê-lo facilmente posto Tag Team Champion, ou até mesmo US Champion. Mas isso nunca aconteceu. Agora, porque é que eu digo que Noble é mal aproveitado? Bem, se virmos a sua carreira antes da WWE, notamos que foi ROH World Champion, tendo derrotado nada mais nada menos, do que o actual World Heavyweight Champion, CM Punk. Não me vou prolongar muito mais neste assunto, e vou começar a falar doutro.

Em 2005, são capazes de se lembrar de um lutador que se estreou ma WWE, e que parecia que tinha tudo para ser um dia um Main Eventer. O seu nome era Muhammed Hassan Hassan foi-lhe dado um grande push, tendo-se mantido invicto contra Chris Jericho, Jerry Lawler, Chris Benoit, Batista, e Hurricane. Isto claro, até perder para John Cena. Mas o push continuava. A certo ponto, Hassan foi para a Smackdown, onde começou uma rivalidade com Undertaker. Estava tudo a postos para o maior push da carreira de Hassan. Até que, num segmento na Smackdown, Hassan ajoelhou-se no palco e vários homens vestidos de preto atacaram Undertaker, deixando-o inconsciente no ringue. Este segmento, foi o fim para a Hassan. Foi o fim, pois apesar de ter sido gravado, na quinta-feira em que passou, foi no dia dos bombardeamentos em Londres. E a WWE, tinha de se livrar rapidamente desta situação. E a solução foi verem-se livres de Hassan. Hassan enfrentou o Undertaker no Great American Bash, onde este sofre um Last Rido através do palco. E foi a última vez que alguém alguma vez viu o Hassan O que é uma pena. O homem tinha talento, não teve culpa que o segmente tivesse passado no mesmo dia que os bombardeamentos. Na minha opinião, a solução era verem-se livres da personagem, e não do Hassan. Se não tivesse acontecido o que aconteceu, ele seria neste momento um Main Eventer.

Enfim, são demasiados os casos de que eu posso falar. Para a semana há mais se Deus quiser, e cuidado com aquelas moças que gostam de ter buço e que acham piada conduzir camiões.

PS: Lamento se acharam um pouco curta, mas esta semana foi para esquecer. Tive muitos trabalhos de casa, que me ocuparam praticamente o tempo todo, mas ainda consegui arranjar algum para escrever esta crónica.
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Nas minhas últimas crónicas fui demasiado crítico com os assuntos que abordei, mas não, não sou daquelas pessoas que está sempre a colocar defeitos em tudo, e por isso, hoje, venho elogiar um wrestler que para mim nos últimos tempos tem superado todas e quaisquer expectativas, CM Punk.

Todos terão de concordar comigo que o seu primeiro reinado como Campeão Mundial, o ano passado, foi um fracasso. Nos últimos meses perdia mais combates do que os que ganhava, esteve envolvido juntamente com Kane contra John Morrison e The Miz e saiu por baixo, na ECW andava um pouco esquecido, lutou no One Night Stand num “Singapore Cane Match” com mais quatro homens e passou despercebido, foi “draftado” para a Raw, participou numa “Battle Royal” e foi dos primeiros a ser eliminado e na semana seguinte cobra o “Money in the Bank” à pressa num “heel” que tinha acabado de levar uma carga de porrada, sagrando-se Campeão Mundial, ora bem, que credibilidade poderia ele ter?
As maiores vitórias da sua carreira tinham sido frente a “high mid-carders” como Chris Jericho (sim, na altura ele não era mais que isso) ou John Morrison, e de um momento para o outro tem que estar no topo de um roster que tem nomes como John Cena, Randy Orton ou Batista.



Depois, para além disso, com o corpo bastante franzino que tem, e tendo que jogar limpo, ao apanhar monstros como o “Animal” e JBL pela frente era sinónimo de ser dominado, e se ainda conseguiu bater o Bradshaw por duas vezes de uma forma mais ou menos limpa (diga-se de passagem que também perdeu para ele pelo menos uma vez), no que diz respeito a Batista, os “bookers” sentiam-se impotentes em lhe atribuir uma vitória, nem limpa nem suja, daí que os dois combates entre ambos terminassem em “No Contest”.
Mas atenção, o seu reinado foi mau em termos de credibilidade, mas em termos do que se passava no “Monday Night Raw” nessa altura, até se falava numa “Atittude Era 2”.
Mesmo sem ser derrotado perdeu o seu título, teve uma semana depois uma oportunidade para o reconquistar, não conseguiu, e depois, o que seria feito dele? Andaria pelo “Main-Event” já que era um ex-Campeão Mundial de fresco? Nada disso!
Voltou ao “mid-card” onde assentou que nem uma luva, andou em feuds com os Legacy, conquistando os títulos de tag team, andou envolvido com William Regal, conquistando-lhe o titulo intercontinental e isso consolidou-o mais, no entanto, continuava longe do “Main-Event”.
Apesar das vaias que ouvia sempre que chegava perto da mala, venceu a edição deste ano do “Money in the Bank Ladder Match”, e desta vez a coisa correu de maneira diferente.



Embora tivesse perdido em dois PPV’s consecutivos para Kane e Umaga, andou envolvido em combates em que também participava o Campeão Mundial na altura, Edge, e chegou mesmo a derrotá-lo. Nos tempos que se seguiram ameaçou por várias vezes cobrar o MIB para lutar pelo cinto, e isso de uma certa forma preparou os fãs que mais tarde ou mais cedo iríamos vê-lo como campeão, com os maiores nomes da “brand” onde estava (Smackdown) a serem Edge e Jeff Hardy (Undertaker andava de férias), e ao não serem tão imbatíveis como um Cena, Batista ou Triple H, havia a oportunidade de ser um detentor credível do ouro principal do show azul.
E assim foi, no Extreme Rules, para aquecimento e auto-credibilização, teve uma grande vitória sobre Umaga, e no final, cobrou a mala em Jeff Hardy, sagrando-se pela segunda vez Campeão Mundial.
Dê por onde der, desta feita já tinha mais credibilidade, a sua imagem como campeão não era irreal, foi vencendo uns combates, e principalmente, foi construindo, tijolo após tijolo, o seu estatuto de “heel”, e digo-vos uma coisa meus amigos, passados mais de três meses, a meu ver é o melhor vilão da actualidade.
Aproveitou o facto de ser “Straight-Edge” para nesse aspecto chamar aos fãs de bêbedos e drogados, sem uma vida decente, adoptou uma postura mais arrogante e demasiado com demasiada confiança e especialmente, soltou-se mais nas “promos”.



Semana após semana, combate após combate, a raiva que o público tinha dele aumentava, e ao mesmo tempo, continuando espectacular, sem adoptar uma postura mais “à Jericho” em que para não agradar ao público, seja de que maneira fosse, ficava secante. O que vimos em Punk foi um estilo mais espectacular, um pouco à imagem de Edge, as comparações são tão evidentes que agora um até anda a “comer” a ex-namorada do outro.
A verdade é que por cada coisa que fazia e dizia, foi construindo o estatuto que a meu ver é de melhor “heel” da WWE, está decididamente no topo da carreira, mas faço-vos uma pergunta, então e se ele fosse agora mesmo para a Raw, com quem teria uma “feud” e no que é que estaria envolvido?
Pois é, meus amigos, ainda há um defeito na credibilidade de CM Punk como “Main-Eventer” nato, falta-lhe derrotar um “Top Face” dos mais credíveis que há, e não falo de Jeff Hardy, mas sim de alguém como John Cena, Batista, Triple H ou Undertaker (não, ele no Breaking Point não derrotou o “Deadman”), e mesmo que seja de uma forma suja, aliás, até se recomenda que seja, o que interessa não é que venceu um Batista após um golpe baixo, o que interessa é que com estratégias mais ou menos legais, lá arranjou forma de o derrotar, é isso que traz credibilidade, foram vitórias destas que puxaram Edge e Randy Orton lá para cima, e no caso do “Punkster”, com a mudança do “Animal” para a Smackdown e outros possíveis acontecimentos, esse passo final na sua autêntica consolidação como campeão credível, seja onde for e com quem for, está bem, mas bem perto de acontecer.



Com muita calma, CM Punk poderá ser uma das figuras da sua era e tornar-se numa lenda, ainda é novo, é muito bom mas ainda é capaz de dar mais, por enquanto já conseguiu três feitos que o empurram para o sucesso: precisar apenas de dois anos na WWE para chegar a Campeão Mundial, ser o “Triple Crown Champion” mais rápido da história e ser o único homem a vencer o “Money in the Bank” por duas vezes seguidas.
Há um futuro risonho à espera do homem de Chicago.
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Boas! O Frontline vs. Outside voltou, alguns sabem em que consiste isto, mas outros não. Irá ser aqui colocada uma lista de perguntas, que vocês terão de responder nos comentários. Quem tiver uma resposta diferente à vossa irá ter um debate com vocês no messenger que será publicado aqui no AWP.

As perguntas que estão a negrito são as que ainda podem ser debatidas.

1- Jeff Hardy irá fazer falta na WWE? Estás disposto a defender a tua opinião?

2- John Morrison: Boa escolha como campeão? Estás disposto a defender a tua opinião?

3- SmackDown merecia ser a brand principal da WWE? Estás disposto a defender a tua opinião?

4- Dolph Ziggler: Tem futuro ou é só mais um mid-carder com talento? Estás disposto a defender a tua opinião?

5- A WWE fez bem em fazer os DX regressarem? Estás disposto a defender a tua opinião?

6- Kofi Kingston vai chegar ao main-event? Estás disposto a defender a tua opinião?

7- Concordas com a vinda de Bryan Danielson para a WWE? Estás disposto a defender a tua opinião?

8- APW ou WP? Estás disposto a defender a tua opinião?

9- Pedro Pavão é um justo primeiro campeão do WP? Estás disposto a defender a tua opinião?

10- Título mundial da WSW tirado de Shannoon Moore: Concordas ou não? Estás disposto a defender a tua opinião?
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Forgotten Memories #3




Olá outra vez. Antes de mais quero pedir desculpas por não ter apresentado esta crónica ontem, uma vez que nesse dia estava ocupado e não pude fazê-la. Espero que compreendam. Bem, o combate de hoje e visto que estamos perto do Hell in a Cell PPV, vou falar vos do primeiro Hell in a Cell de sempre, Shawn Michaels (já um habitué neste espaço) VS The Undertaker (uma estreia)

Background:
A feud para este combate foi breve, mas mesmo assim levou a que este combate fosse realizado na estrutura mais demoníaca da WWE. Estavamos no Summerslam de 1997, e neste há um combate entre Undertaker e Bret Hart pelo título da WWE com o Showstopper como árbitro especial. Ora, durante esse combate Bret Hart teve a ideia de cuspir no Heart Break Kid, e este irritado vai até fora do ringue e traz uma cadeira e tenta acertar no Hitman, mas falha e acerta no “Morto” ao que Bret aproveita e faz o pin sobre o último, Shawn não tem opção que não seja contar o pin. É nesta altura que se formam os DX o que levou a que o combate fosse num Hell in a Cell. Eu passo a explicar, o combate era para ser num Steel Cage, mas visto que alguém podia interferir, decidiram por um tecto na Cage para evitar interferências. E assim o combate lá ficou marcado, sendo também o vencedor candidato nº1 ao Título da WWE

O combate:
Bem neste combate, sendo o primeiro Hell in a Cell, as expectativas eram elevadas e para dizer a verdade, estes lutadores não nos decepcionaram. Bem, no princípio para ser honesto, o combate parecia o jogo do Gato e do Rato com Shawn Michaels sempre a fugir de Taker que sistematicamente o perseguia.
Quando o “Morto” o apanhou, vimos um grande domínio de Undertaker que mostrou todo o seu valor e também onde descarregou a raiva perante o lutador que lhe tinha tirado a oportunidade de se ter tornado campeão do mundo, até que Shawn consegue recuperar e ganhou um grande ímpeto, mas foi sol de pouca dura pois o “fenómeno” voltou a dominar.
Entretanto, o domínio do combate mudou quando HBK trouxe uma cadeira para o ringue e usou e abusou dela no “Demon of Death Valley” e assim foi até este recuperar, e foi algum tempo depois que aconteceu o que mudaria este combate para sempre. Shawn Micheals irritado ataca e lesiona o Camera Man e como tal tiveram que abrir a porta de cela e aí sim, o inferno da cela foi libertado. Apesar de terem continuado a lutar dentro do ringue, não tardou até que estes saíssem da cela e lutassem fora desta, e foi nesta altura que o Heart Break Kid começou a sangrar. No entanto mostrando grande alma subiu até ao topo da cela mostrando a sua coragem e bravura, mas foi uma má jogada pois foi dominado até mais não tendo caído várias no topo e (para variar um bocado) caiu na mesa dos comentadores espanhóis do topo da cela. E quando a vitoria ia sorrir a Undertaker, o seu “irmão” Kane aparece, fazendo a sua estreia e faz um “Tombstone Piledriver” ao “morto” o que permitiu a Shawn Michaels que depois de “rastejar numa piscina do seu próprio sangue” como disse Jerry Lawler e com todas as suas forças faz o pin e consegue a vitória. No final, a imagem de Chyna e Triple H a levarem Shawn Michaels em ombros é marcante e diz tudo sobre este combate.
Espero que tenham gostado, e até para a semana.

“Ooooh what a Rush”

Parte 1


Parte 2


Parte 3
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Olá a todos, esta é a 16ª edição do Motor City Top Five, e seguindo o exemplo do meu último artigo, hoje também faço um “Top 5”, mas sinceramente, Jeff Hardy? Who cares?
Que tal falar sobre um wrestler com uma carreira muito mais longa e gloriosa? Que tal falar sobre uma lenda desta modalidade? Que tal falar de alguém que toda a gente gosta? Que tal falar sobre Shawn Michaels?

Pois é, este artigo de hoje será sobre aqueles que para mim são os cinco momentos mais marcantes deste magnífico lutador, que mesmo possuindo poucos Títulos Mundiais, será sempre uma figura icónica da nossa modalidade, por maus, mas especialmente por bons motivos, irá ser recordado por todos os fãs de wrestling da sua época, e certamente, será falado com as melhores referências aos futuros fãs que não deverão acompanhar o seu trajecto.

Recordo que Shawn Michaels chegou à WWF em 1988, com apenas 23 anos, para fazer equipa com Marty Janetty, formando os The Rockers.
Com o passar dos anos foi crescendo na carreira, e hoje, passadas mais de duas décadas, é uma das maiores referências da agora WWE.
Actualmente, com 44 anos nas pernas, suspeita-se que a sua retirada esteja para breve.
Vamos aos momentos mais marcantes? Vai ter de ser!


5º Lugar – Líder da facção mais dominante da WWF


Em plena “Monday Night War”, enquanto a WCW ia vencendo nas audiências, tendo nos seus shows a famosa stable nWo, a WWF em 1997 reagiu, e decidiu ter também uma facção de jovens rebeldes, que diziam e faziam o que lhes apeteciam, muitas vezes até usando palavras e gestos menos próprios.
Esta era a grande aposta da federação de Stamford, mas ao contrário da nWo, que era composta por veteranos, já com ou a caminho dos 40 anos, este grupo da WWF, que viria a ser conhecido como D-Generation X, era constituído por jovens, tanto que quando foram criados, os seus membros tinham 32, 28 e 26 anos (não contemos com Rick Rude).
Os escolhidos para fazer parte desta stable eram Triple H, Chyna, Rick Rude e o seu líder, Shawn Michaels, assim sendo, HBK era visto como uma das principais apostas da WWF na luta pelos ratings, e isso certamente, é um grande motivo de orgulho para si.
Toda a gente conhece o legado dos DX, juntamente com Stone Cold foram as principais armas da WWF na Atittude Era, com eles o espectáculo é garantido, juntos, nas suas várias encarnações ao longo dos anos, conquistaram inúmeros títulos e participaram em grandes momentos.




4º Lugar – Merecer a alcunha “Mr. Wrestlemania”


Shawn Michaels é um grande wrestler, faz óptimos combates, mas na Wrestlemania, ano após ano, acaba por superar-se e realizar duelos que roçam a perfeição.
Para a revista Pro Wrestling Illustrated, sete dos seus combates na Wrestlemania foram considerados os melhores do ano. Ei-los:
Na Wrestlemania X, esteve no primeiro “Ladder Match” do maior evento do ano, realizou um combate fantástico frente a Razor Ramon pelo Titulo Intercontinental, apesar da grande prestação, acabou por perder.
Um ano depois, na Wrestlemania XI, teve a sua oportunidade pelo Titulo da WWF numa Wrestlemania, depois de ter vencido o Royal Rumble, aí lutou frente a Diesel, mais uma vez não venceu, mas deu um grande espectáculo, e por isso esse foi considerado o combate do ano.
Na edição seguinte, na Wrestlemania XII, após vencer pela segunda vez o Royal Rumble, teve um combate pelo Titulo da WWF frente a Bret Hart, num “Ironman Match” que terminou empatado durante os 60 minutos de combate, teve de ir a um prolongamento e aí, HBK venceu-o. Foi um grande, grande combate.
Oito anos mais tarde, ele, Chris Benoit e Triple H lutaram pelo Titulo Mundial deste último num “Triple Threat Match” na Wrestlemania XX, o primeiro e único do género a ser Main-Event de uma Wrestlemania. Michaels voltou a perder (embora não fosse ele quem sofreu a derrota) mas mais uma vez, foi um grande combate.
No ano seguinte, na Wrestlemania 21, lutou contra Kurt Angle, à partida já lhe chamavam um “Dream Match”, e o combate realmente foi isso mesmo, mais uma vez, HBK perdeu, mas deu um grande espectáculo.
Um ano mais tarde, na Wrestlemania 22, talvez na sua maior rivalidade pessoal a culminar num combate neste grande evento, enfrentou Vince McMahon num “No Holds Barred”, naquele que para mim, foi dos melhores duelos que já vi desde que assisto a wrestling (finais de 2004). Mais uma vez, mesmo com um adversário que não fazia prever expectativas tão altas, vimos um grande espectáculo, e desta vez, Michaels venceu.
Para finalizar, no ano passado, na Wrestlemania XXIV, enfrentou Ric Flair num combate em que a carreira do “Nature Boy” estava em jogo. Aquilo que vimos foi algo de espectacular, arrisco-me a dizer que o melhor combate de Flair desde que voltou à WWE (em 2001), HBK ganhou e a carreira do lendário lutador acabou ali mesmo.
E assim a lista fica completa, mas é provável que ainda se alargue mais, porque o seu combate da edição deste ano da Wrestlemania é para a opinião consensual, o principal candidato a melhor combate de 2009.
Falando ainda mais um pouco sobre o percurso de Shawn Michaels na Wrestlemania, surgem rumores que em 2010, na Wrestlemania XXVI, possa ter o último combate da sua carreira.




3º Lugar – A lesão


Tudo corria bem a Shawn Michaels, era o campeão da WWF, o principal heel da companhia, especialmente devido a um acontecimento que será falado daqui a pouco. Era uma das principais apostas da WWF para levar vantagem nas “Monday Night Wars” e no Royal Rumble de 1998, iria defrontar Undertaker, num “Casket Match”.
Nesse combate, HBK, com a sua velocidade característica, ia a correr de encontro ao “Deadman”, mas este contra-ataca com um “Back Body Drop” para fora do ringue. Seria suposto Michaels cair naquele tapete que há no lado de fora do ringue para não fazer com que os lutaram embatam no betão, mas ele não conseguiu evitar e caiu com a parte de baixo das costas na quina do caixão, e como consequência disso, teve a hérnia de dois discos, sendo que um deles ficou completamente esmagado.
No entanto, ainda terminou o combate, o qual venceu, e dois meses depois, na Wrestlemania XIV, enfrentou Steve Austin, defendendo o seu Titulo da WWF, perdeu esse combate e teve de se retirar provisoriamente para curar a lesão. Foram mais de quatro anos no estaleiro!




2º Lugar – Montreal Screwjob

Provavelmente, o momento que marca mais pela negativa a carreira de Shawn Michaels, ainda que a sua associação ao acontecimento e o facto de este ter sido real ou kayfabe esteja posta em causa.
Bem, para quem não sabe, o que aconteceu foi isto… Bret Hart era o Campeão da WWF e HBK o candidato principal ao título, Bret estava de partida para a WCW e o seu último combate na companhia estava programado para a Survivor Series de 1997 em Montreal, no seu país, o Canadá. Como estava de partida para outra federação, seria suposto perder o cinto ali mesmo, mas como o próprio detinha direitos acerca do que a sua personagem iria ou não fazer e ter uma palavra a dizer sobre o assunto, recusou-se a perder o título no Canadá, especialmente com Shawn Michaels, com o qual não se dava muito bem, e por isso, ele e os responsáveis da companhia negociaram um novo final, em que ele reteria o título. No entanto, Vince McMahon queria a todo o custo que ele perdesse o cinto e por isso, segundo algumas fontes, por iniciativa de Triple H, foi planeado com o árbitro Earl Hebner e com HBK um “shoot screwjob”, ou seja, um dos lutadores julgava que o combate iria ter um desfecho (Bret), mas na verdade iria ter outro que o prejudicaria, e foi isso que aconteceu. Michaels prende o “Hitman” no “Sharpshooter” e sem que este tivesse desistido, o árbitro manda soar a companhia, dando a vitória ao “Show Stopper”. Bret Hart foi lixado! E esse momento, ainda hoje é falado e discutido, sobretudo depois do que vimos neste último PPV da WWE.




1º Lugar – Luta durante mais que uma hora para tornar o sonho de criança realidade

Em Outubro de 1995, Shawn Michaels foi atacado num bar em Syracuse, no estado de Nova Iorque, e dias mais tarde, enfrentou Owen Hart, que a meio do combate lhe aplicou um “Enziguiri”, e passados alguns segundos, o faz entrar em colapso, porque tinha sofrido uma concussão nesse acidente em Syracuse, caindo inanimado no ringue.
Chegou-se a temer o pior, HBK ausentou-se dos ringues por uns meses mas voltou para vencer o Royal Rumble de 1996, o seu segundo consecutivo, e conquistou assim uma oportunidade para lutar na Wrestlemania XXII, pelo Titulo da WWF, que estava na posse de Bret Hart, num “60-Minute Ironman Match”.
E que combate que foi, a começar pelas entradas, a de Shawn Michaels (que na altura era “face”) é um momento a rever, depois, seguiram-se 60 minutos em que nenhum dos lutadores conseguiu fazer o assentamento ou submissão ao adversário, fazendo o resultado terminar em 0-0. Em caso de empate, Bret Hart ficaria com o título, no entanto, foi marcado uma “morte súbita”, e aí, após dois “Sweet Chin Music”, HBK consegue finalmente vencer o combate e o seu primeiro Titulo Mundial. O seu sonho de criança foi tornado realidade e em 2004, este combate foi votado pelas superstars da WWE como o melhor combate a ter ocorrido numa Wrestlemania.




Estes foram, para mim, os cinco momentos mais marcantes da carreira de Shawn Michaels, no entanto, faço uma menção honrosa às suas inúmeras traições, ao facto de ter revolucionado o “Ladder Match”, ao seu regresso em 2002, ao Curtain Call e ao ter terminado com a carreira de Ric Flair.

Para a semana estarei de regresso com os cinco momentos mais marcantes do No Mercy, encontramos-nos aí! Até lá, comentem este artigo e divirtam-se pelo AWP!
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As linhas que se seguem são uma homenagem a um lutador português que se retirou dos ringues há cerca de duas semanas


Dia 2 de Agosto de 1982 nasceu em Portimão Francisco Valente, que mais tarde viria a ser conhecido como Tony de Portugal.

A sua infância não foi fácil, aos dois anos os pais separaram-se e foi criado pelos avós durante sete anos, depois, foi viver com a sua mãe e o seu padrasto.
Entretanto, através de um vizinho seu que era emigrante nos EUA, descobriu o wrestling. Francisco viu o seu vizinho ver WWF via satélite, interessou-se logo pela modalidade e esse mesmo vizinho emprestou-lhe umas cassetes de uma outra federação que ele considerava a melhor, a AWA. Não foi preciso muito para ficar viciado.
O seu vizinho mudou-se e a sua mãe não tinha satélite, por isso, durante uns tempos, não teve muito contacto com o wrestling, até aos anos 90, quando o seu tio, que também adorava a modalidade a acompanha via satélite, Francisco jura, desde aí, nunca mais parou de ver.



Tal como qualquer jovem que assiste a wrestling, Francisco com o tempo teve vontade de aprender esse desporto, mas como não tinha conhecimento de nenhum local onde treinar, ele e uns amigos decidiram criar a LOW (Lagos Organisation Wrestling), uma federação backyard, o ringue era constituído por uns pilares e umas cordas elásticas em volta de uma caixa de areia (daquelas do salto em comprimento). Embora tivesse sido campeão, esta experiência não lhe correu assim muito bem, já que partiu um dedo da mão esquerda, no qual um nervo ficou afectado.

Anos mais tarde, o wrestling passava na RTP e era moda entre os mais jovens no nosso país, um colega seu já treinava na APW, e entretanto, Francisco também decidiu tentar a sua sorte.

“Apesar de ser o desporto mais barato naquela altura era o que eu adorava fazer! Fisicamente era muito puxado, as condições a comparadas com as de hoje eram horríveis e o que se sabia era através de ver e imitar...”
By Tony de Portugal (Highlight Reel VI – WN, Julho de 2008)




Quando ingressou na escola da APW, lutava sob o “ring name” Punisher, baseado na personagem da Marvel Comics. Na altura, foi instituído Titulo Júnior, que foi-lhe logo atribuído, por ser o melhor aluno júnior da APW.
Durante a sua primeira passagem na Associação Portuguesa de Wrestling, participou em vários combates, em 1996, no evento Wrestling na Escola, perdeu para Mr. Cool.
Entretanto, devido ao seu excesso de peso (cerca de 105 kg), passou a treinar com a divisão de pesos-pesados, no entanto, continuava a lutar pelo título da divisão júnior.
Em 1998, em novo evento Wrestling na Escola, Punisher desta vez conseguiu vencer Mr. Cool, sangrando-se pela segunda vez no campeão júnior.
Um ano mais tarde, Francisco Valente finalmente encarnou a personagem que lhe deu alguma fama, Tony de Portugal, um cantor de música pimba.

“No inicio odiava a gimmick, eu não sou de música pimba, mas com o tempo e quando fui percebendo melhor como o wrestling funciona, vi que esta gimmick é das melhores em Portugal, quem percebe do negócio sabe que esta gimmick é muito mas mesmo muito boa, talvez no campo internacional não seja boa, mas cá dentro de Portugal é das melhores que podes ter!”

By Tony de Portugal (Highlight Reel VI – WN, Julho de 2008)





Por esta altura, tanto Tony como outros lutadores da APW fizeram um estágio na Escola Tarzan Taborda e participou mesmo num evento promovido pelo próprio em Penamacor, de seu nome “Tarzan Taborda volta ao ringue”, tendo perdido para Gonçalo “Indomável”, um aluno do malogrado lutador português.

Em 2001, foram-lhe diagnosticadas pela Dra. Ana Vicente graves lesões nas costas, e devido ao facto de uma cirurgia ser muito arriscada, encontra-se sob medicação. A pedido da mesma, teve de se retirar da modalidade.

“Em relação às lesões na coluna (que não são as únicas), são a L5 e a C5, C6 e C7, isto quer dizer que tenho uma lesão na zona lombar (L) e três na zona cervical (C), o pescoço, não consigo dar murros correctamente, entre outras coisas, também estoirei o joelho direito durante os anos em que joguei futebol e durante o serviço militar.”
By Tony de Portugal (Highlight Reel VI – WN, Julho de 2008)




No entanto, a sua paixão pelo wrestling fê-lo voltar aos ringues em 2005, mesmo contra as recomendações médicas.
Nesse ano, a APW reorganizou-se e idealizou um novo projecto, ao qual se juntou a presença de Francisco Valente.
No Verão de 2006 a federação voltou em grande estilo e Francisco também, com uma nova personagem, Johnny Casino, uma espécie de jogador cheio de sorte e que faz qualquer artimanha para sair dos seus desafios com a vitória. No começo, era apenas manager de Iceborg, mas também lutou, vencendo Vyper Kid.
No final desse ano, numa decisão controversa, saiu da APW alegando motivos pessoais e desentendimentos com algumas pessoas da federação.

“Quando ocupava lá o cargo de vice-presidente, houve choque com a direcção pois eu não estava a gostar do rumo das coisas, e desisti do cargo, eventualmente, também acabei por sair.”
By Tony de Portugal (Highlight Reel VI – WN, Julho de 2008)





Cinco meses depois, Francisco voltaria à APW e foi anunciado que participaria num “Gauntlet Match” pelo Titulo da APW no primeiro Impacto Total. No entanto, aquando da sua entrada, anuncia-se que Casino foi juntamente com Jeff Jarrett para Espanha e que por isso não iria combater, no entanto, para o substituir, estava Tony de Portugal, eram a mesma pessoa, mas com duas personagens diferentes. Tony acabou eliminado por Arte Gore.

Um dia depois, no Impacto Total no Porto, Tony anuncia que será árbitro do combate entre Mad Dog e Arte Gore pelo Titulo da APW, e que esse combate seria um “Lumberjack Match”.
Ainda durante 2007, participou no APW Wrestling Total ao Vivo, em Odemira, lutou numa “Battle-Royal” para determinar o candidato principal ao título nacional, foi eliminado em último lugar por Jimmy Best, no entanto, no final do combate atacou o vencedor e pediu uma desforra para essa mesma noite. Na desforra, Tony venceu com o seu “Pimba Drop”.
No Wrestling Total ao Vivo no Montijo, Tony de Portugal faz uma brilhante promo e venceu Mad Dog por “Count-Out”, num combate com o Titulo da APW em jogo, naquele que deveria ser o seu combate de despedida dos ringues.

“Até já devia ter saído, supostamente retirei-me num combate contra o Mad Dog no Montijo, e sinceramente era para ter saído aí, mas deram-me mais uns convites e o bichinho era tão grande que tive de lá voltar, perdi peso e sentia-me bem, então voltei, mas se não me verem mais num ringue é porque as lesões não me deixam mesmo ir lá!”
By Tony de Portugal (Highlight Reel VI – WN, Julho de 2008)




No entanto, como o bichinho era tão grande, Tony lá voltou para participar num evento nos Açores, fez mais uma das suas grandes promos, e dado ser “heel”, levou o público açoriano a soltar a sua fúria, no entanto, acabaria por perder o combate em que estava envolvido com Mad Dog, após um “Neckbreaker”

“Se bem estimulado, o público português é dos melhores, e apesar de ter feito muitos combates, tenho de tirar o chapéu ao público alentejano e açoriano, dos melhores que já vi até hoje.
O açoriano então nem se fala, proporcionaram-me dos melhores momentos até hoje”

By Tony de Portugal (Highlight Reel VI – WN, Julho de 2008)





Já este ano, Tony de Portugal participou em alguns eventos da WSW, o primeiro foi o Impacto Global em Gondomar, no qual se aliou a Gabriel DeRose para ser derrotado pela equipa de Arcanjo e Seth Bollinger.
Há cerca de duas semanas, no WSW European Championship, na sua terra natal, participou numa eliminatória da Taça Tarzan Taborda, e perdeu para Ultra Psycho em sete segundos, sendo eliminado, mas para além disso, teve de se retirar finalmente do wrestling profissional.
Acabou por ser Ultra o homem escolhido para o seu último combate, no entanto, Francisco, quando questionado sobre quem sonhava enfrentar nesse último duelo, não escondeu a admiração que tem por alguns lutadores americanos da velha guarda.

“É claro que isso é impossível, mas no campo dos sonhos não me importava de ser contra um destes quatro senhores, e por esta ordem: Jake “The Snake” Roberts, “The Million Dollar Man” Ted DiBiase, Ric Flair e Sid Vicious.”
By Tony de Portugal (Highlight Reel VI – WN, Julho de 2008)




Foi assim a carreira de Tony de Portugal, que para além de um dos nossos melhores lutadores, também é uma pessoa muito realista, sabe o que vale e o que pode ou não fazer, não tem mais olhos que barriga e provou isso quando foi questionado acerca de possíveis idas para as grandes federações internacionais e sobre nunca ter conquistado o Titulo Nacional da APW.

“Quando ainda não tinha tantas lesões não haviam duas delas (TNA e ROH), havia a WWF, a WCW e ECW, eu sempre fui muito realista sempre tive consciência que para ir mais longe tinha de fazer muito mais, tinha de ter um corpo maior e tinha de ir para o estrangeiro (EUA ou Japão) e tinha de ter algo que me destacasse dos outros, ora as lesões aparecerem aos 18/19 anos e o meu sonho foi por água abaixo.”
By Tony de Portugal (Highlight Reel VI – WN, Julho de 2008)




“Gostava de o ser mas não é o grande objectivo, para seres campeão tens no meu ver de estar em excelentes condições físicas, tens de merecer e estar sempre pronto para qualquer espectáculo, ora eu não estou nessas condições!”
By Tony de Portugal (Highlight Reel VI – WN, Julho de 2008)



Em relação ao melhor wrestler com quem esteve em ringue, e sobre quem era o melhor português, Francisco também não tem dúvidas, para ele, Pedro Pavão é quem tem o “pacote total”.

Como o próprio disse quando por mim foi entrevistado, não precisou do Titulo Nacional para ser relembrado, “mão é preciso um cinto para as pessoas saberem quem tu és, se fores bom e fizeres as coisas bem feitas tu próprio metes o teu nome no mapa”, o nome de Tony está no mapa!

Os fãs portugueses sentiram falta da “Nossa Lenda Viva”!

OBRIGADO TONY!


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TNA: Concorrência a ter em conta?

Quem costuma ler as minhas crónicas, sabe que me fico sempre pela WWE e que raramente (penso que só o fiz duas vezes) falo de outras empresas.
Faço isso, porque é apenas a WWE a empresa que acompanho com mais atenção, daí estar mais dentro do assunto para dar a minha opinião, semana após semanas, seja qual for o tema.
Contudo, hoje achei por bem fazer um comentário sobre a actualidade da TNA e responder (ou pelo menos tentar) à eterna questão que se costuma levantar: será que a TNA consegue, de facto, fazer concorrência à WWE? Constatando, também, aqueles aspectos em que a empresa tem estado bem e aqueles em que deve melhorar no futuro.
Eu penso que ao longo dos tempos a TNA tem vindo a melhorar e se virmos bem acaba por ter que ser concorrência para a WWE, pois as suas audiências, normalmente, são superiores às da ECW e do Superstars, estando sempre muito próximas das do SmackDown!. Mas vocês dizem: “mas nem sequer morde os calcanhares ao Raw”. É um facto, mas também é um facto de que a WWE não é apenas o Raw, por isso, quer se queira quer não (e por muito que o Vince McMahon e quem o rodeia digam que não) a TNA consegue fazer concorrência à WWE.
Contudo a TNA está longe de conseguir atingir o sucesso que a WWE tem e isso vê-se no público que uma e outra empresa consegue levar para uma arena.
Penso que pondo uma empresa de um lado e a outra de outro, a balança acaba por dizer que a WWE é melhor, e penso que toda a gente está de acordo com isso.

Contudo, existem coisas em que a TNA é, claramente, melhor que a WWE e nas quais se deveria apostar, para que a empresa consegui-se crescer.
Desde logo, a divisão de Tag Team que é muito melhor que a da WWE e está, claramente, muito mais aproveitada. É claro que as melhores equipas estarão na TNA, mas a WWE também tem muita gente de qualidade para esta divisão, só que com uma diferença: na TNA apostas-se, e bem, nesta divisão, dai termos sempre excelente combates de Tag Team, ao contrário do que vai acontecendo na WWE.
Outra divisão, claramente, mais aproveitada na TNA é a divisão feminina. Na WWE apostasse na beleza das Divas, enquanto na TNA se aposta no talento. É certo que, de à uns tempos para cá, já estão a apostar em gente mais bem parecida, mas sempre com talento e que conseguem proporcionar um bom combate, o que muitas vezes não acontecesse na WWE, e até nem é tanto pela falta de talento das Divas, é mesmo porque, normalmente, não apostam naquelas que sabem, efectivamente, fazer um bom combate.
Destaque ainda, para a X Division da TNA que de certa forma não existe na WWE, e que acaba por proporcionar combates diferentes que, normalmente, só encontramos na TNA, que aposta forte, também, nesta divisão e tem gente com muito talento.
Penso que estes são os três factores nos quais a TNA é superior à WWE, e é aqui que deve ser feita uma forte aposta para que a empresa continue a crescer e a ter mais espectadores e melhores audiências.
E penso que para melhorar neste aspecto, a TNA fez uma jogada muito boa, que foi aproveitar alguns nomes bem conhecidos do público e colocá-los no seu roster. Penso que nomes como Kurt Angle e Mick Foley (para falar de casos recentes) foram excelentes apostas, pois são dois wrestlers com nomes e que acabam por atrair espectadores que, normalmente, não veriam a TNA.

Contudo, e como é compreensível, à coisas que têm que mudar na empresa, se um dia querem mesmo estar ao nível da WWE.
E começando logo por, de uma vez por todas, deixar de imitar a WWE. Penso que a TNA sofre muito deste facto, tenta recriar algo que já existiu, ou que vai existindo, na WWE, dando-lhe um, digamos, “toque pessoal” que, ainda por cima, acaba por piorar as coisas.
E seria bom, também, que a TNA deixa-se de contratar todos os wrestlers que a WWE dispensa. Se os dois casos que referi a cima (entre outros) são bons aproveitamentos do talento e da fama dos wrestlers existem casos em que aqueles wrestlers estarem ou não no roster é a mesma coisa. Penso que terá de haver uma selecção muito criteriosa e que garanta à empresa “bons reforços”, o que muitas vezes não acontecem, sendo que depois não se podem queixar do “título”: “caixote do lixo da WWE”.
Depois, à também a questão das storylines que na TNA me parecem sempre mal construídas e muitas vezes deixam de fazer sentido e uma pessoa já não sabe muito bem a quantas andas. Penso que já melhoraram um pouco, mas continuam a falhar neste aspecto e penso que será extremamente importante melhorá-lo para que a empresa possa crescer.
E, por fim, e penso que é daquelas que mais me desagrada, temos a questão das estipulações dos combates. Toda a gente percebe que na TNA exagera-se neste aspecto, principalmente, nos PPV’s. Nuns cem combates, dez não têm estipulação. Sei que é um exagero, mas penso que também eles exageram nas estipulações, sendo que muitas delas acabam por não fazer qualquer tipo de sentido, ou então, “inovam” algo que já vimos na WWE e que acaba por fazer ainda menos sentido. Penso que muita gente pensa o contrario, mas acho que na maior parte dos combates com estipulações (menos aqueles com estipulações muito próprias que só vemos uma ou duas vezes por ano) os fãs preferiam estar a ver um combate normal. E outra coisa, que quase me esquecia: muitas vezes as estipulações, principalmente, as que não fazem qualquer sentido, servem para que num mesmo show possamos ver mais elementos do roster em acção.
É certo, como referi, que a TNA acaba por fazer concorrência a alguns shows da WWE, mas se juntarmos as empresas num todo, penso que a TNA ainda tem um longo caminho a percorrer para que a WWE a considere uma verdadeira ameaça.


Contudo, penso que seria de bom tom que a TNA subisse mais alguns degraus, pois penso que a WWE nos últimos tempos não tem “estado no seu melhor”, digamos assim, também um pouco pela falta de uma concorrência verdadeira.
Penso que quando existe uma concorrência as pessoas esforçam-se e trabalham mais para serem melhores e não se deixarem ultrapassar, e penso que isso acaba por ser um estimulo que, neste caso, contribuiria para que a WWE pudesse estar melhor nesta altura.
Apesar disto, penso que a TNA tem tudo para ser melhor nos próximos tempos e pode subir “os tais degraus”, contudo, várias coisas têm de mudar, como já referi a cima, principalmente, no meu ponto de vista, em relação a quem é contratado e a quem são dadas oportunidade no seio do roster da empresa. Bem como, uma espécie de mudança de mentalidade, pois eles têm de perceber de uma vez por todas que não é a “inovarem” certas coisas que vemos na WWE que vão ser melhores do que eles.
E depois, é a aposta nas três divisões fortes da empresa, principalmente, na feminina e na de Tag Team, onde claramente levam vantagem em relação à concorrência, que de à uns tempos para cá esqueceu por completo estas divisões.
Bem, esta semana fico por aqui, espero que tenham gostado e gostava de saber a vossa opinião em relação à TNA, o que acham que a empresa deve mudar e no que acham que devem continuar a apostar, para serem cada vez melhores.
Antes de terminar, só reforçar a ideia de que não acompanho a TNA com a atenção que acompanho a WWE, mas acho que mesmo assim consegui defender e demonstrar o meu ponto de vista, esperando também pelos vossos.
E como sempre fico à espera dos vossos comentários, criticas e sugestões e da vossa opinião não só sobre este tema, mas bem como de outros que achem por bem opinar.
Até à próxima...


PS: Visitem, também, o meu Twitter em: https://twitter.com/ImSKJ.

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E aqui está mais uma edição com a Candice.....

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O AWP fez uma parceria com o blog brasileiro "Are You Ready to Wrestling?" no que concerne a Reviews de shows.

Na barra lateral do AWP, do lado direito, lá em baixo, está uma feed para as Reviews deste blog, o que com o regresso às aulas é bastante útil, até porque essas Reviews são completas, rápidas a postar e são sobre todos os show da WWE, TNA, ROH, eventos do passado e até de outras federações como CMLL, e até mesmo sobre UFC.

É mais uma iniciativa do AWP, com a colaboração do "Are You Ready to Wrestling?" que visa mostrar utilidade aos leitores, especialmente para os que têm menos tempo para esta modalidade.
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Matt Hardy





Ring Skills

- Pontos fortes: Matt Hardy é um bom wrestler, tem um bom move-set, já deu provas que sabe conduzir bem um combate com cerca de 15/20 minutos, tem uma boa psicologia de ringue (vejam os últimos dois combates com CM Punk, reparem bem nos objectivos do combate e na história existente entre os dois e vão ver ao que me refiro) e em relação ao seu irmão, sabe vender muito melhor os golpes.
- Pontos fracos: Os defeitos que há a colocar a Matt Hardy são poucos, mas de facto, são algo importantes, ele é um pouco trapalhão para alguém do seu estatuto e para o estilo de luta que tem, proporciona por vezes combates algo aborrecidos.



Mic Skills

- Pontos fortes: Pessoalmente, gosto do modo como Matt Hardy fala, sempre com a entoação e com o ritmo certos. Dentro das suas limitações vejo que dá o máximo de si para que as suas promos saiam bem.
- Pontos fracos: Quando falei que Matt dá o máximo de si dentro das suas limitações, quando falei em limitações referia-me ao facto da sua voz ser péssima para as promos, e quando fala, embora sempre com o ritmo e entoação certas, desculpem-me a expressão, parece que se baba.



Carisma

- Pontos fortes: No ano passado, especialmente, em que geralmente ele abria todos os PPV's, sentia-se o público empolgado e a apoiá-lo do primeiro ao último segundo de um combate. Era mesmo dos mais carismáticos do roster da WWE.
- Pontos fracos: Bem, vamos aos factos, será que todo o seu carisma se deve ao seu próprio trabalho? Eu cá acho que não é bem assim! Até ao ano passado, o público apoiava-o imenso porque sentiram pena de si naquele triângulo amoroso que envolvia Lita e Edge, essa circunstância da vida permitiu que os fãs guardassem um carinho mais especial por ele e aproveitando a deixa do "Live For the Moment" e até de se reverem nisso, acabavam por apoia-lo. Mesmo assim, foi preciso o seu irmão, um verdadeiro "Charismatic Enigma", regressar à WWE, reconquistar os fãs e unir-se com Matt para que se aproveitasse a popularidade de Jeff também no mais velho dos Hardys. Foi a partir daí que o "Homem que não morrerá" ganhou mais carisma e aventurou-se em voos maiores, como o Titulo dos EUA e o Titulo da ECW. Isso até ao final do ano passado, pois após a traição a Jeff, o seu heel turn foi um fracasso e mesmo agora que voltou a ser face, os fãs olham para ele com alguma desconfiança e vai ser preciso muito mais para os reconquistar.



Venda de Merchandising

- Pontos fortes: Os artigos dos Hardys são dos mais vendidos na WWE, nos últimos anos conseguiram mesmo ombrear com as vendas de John Cena, e tanto a nível de t-shirts, colares, arm bands, action figures e outros, revelaram-se dos maiores money makers da companhia.
- Pontos fracos: Pois, os artigos dos Hardys são dos mais vendidos na WWE, mas será que isso se deve a Matt? Hmm... Não me parece. O principal responsável por isso era Jeff Hardy, era ele que mais vendia, era dele de quem o público mais gostava, Matt vinha por arrastamento, e basta olhar para o actual Top 10 de artigos mais vendidos no WWEShop.com para ver a diferença entre antes e depois da saída do "Charismatic Enigma" da WWE.



Gimmick

- Pontos fortes: Antes do seu heel turn Matt Hardy era o "Man Who Will Not Die" com o lema "Live for the Moment", mas depois disso, passou a ser um típico heel que passava a vida a queixar-se e a armar-se sempre em vitima. Como o seu face turn ainda está fresco e o seu estatuto a desenvolver-se, ainda não deu para perceber se voltará a ser o velho Matt Hardy ou se apresentará alguma característica diferente. Mas se voltar a ser o que era dantes, julgo que é sempre uma boa gimmick, que os fãs possam gostar e que certamente possa mandar uma mensagem para o público, para que eles também vivam a sua vida, dia-a-dia, vivendo o momento.
- Pontos fracos: A meu ver, a sua gimmick tem poucas características próprias para um Main-Eventer, se olharmos para John Cena, CM Punk, Randy Orton, Triple H, Edge e Undertaker, em todos olhamos para eles com características especiais, e em Matt Hardy, não vemos isso. Com a saída de Jeff da WWE e com esta gimmick não muito particular, não vejo como poderá obter mais carisma para chegar a um Titulo Mundial (da ECW não conta...).


Condição fisica

- Pontos fortes: Matt Hardy faz hoje 35 anos, não é propriamente nenhum jovem promissor mas também não é nenhum veterano, nos últimos tempos tem feito combates com alguma duração e não tem desiludido, o que prova que ainda pode apresentar um bom wrestling por mais alguns anos.
- Pontos fracos: Com 35 anos, já não é nenhum jovem promissor, entra agora num ciclo de um/dois anos em que se verá se chegará a Campeão Mundial ou não. Desde que voltou em Agosto, tem-se apresentado mais gordo que o habitual e nos últimos anos tem tido algumas lesões, sobretudo na região abdominal e nos joelhos.



Theme Song - "Live For The Moment" de Monster Magnet

- Pontos fortes: Sem dúvida que o theme song de Matt Hardy é extremamente adequado à sua gimmick, à sua entrada, ao que faz no ringue, enfim... assenta-lhe que nem uma luva. Além disso, penso que é um som que a maioria dos fãs (pelo menos eu) trazem no seu leitor de música portátil, é uma boa música e aconselho o download da versão original.
- Pontos fracos: Quando fez o seu heel turn, não me pareceu que fosse uma música adequada, sobretudo quando dá desculpas atrás de desculpas, mas como a sua postura heel foi um fracasso e não durou muito tempo, ainda hoje a apresenta. A música editada (a que ele usa) é demasiado repetitiva, ao passo que a original não é assim.



Curiosidades:

- Matt Hardy criou duas federações de wrestling, a Trampoline Wrestling Federation (TWF) e depois, uma versão mais bem sucedida desta, a OMEGA.
- Como todos sabem, Matt Hardy é irmão de Jeff Hardy.
- A sua mãe morreu vitima de cancro enquanto Matt Hardy iniciava a adolescência.
- Matt Hardy praticou Baseball enquanto era criança.
- Matt Hardy também praticou futebol americano.
- Matt Hardy era um bom estudante e foi nomeado para um prémio chamado "Morehead Award".
- Matt Hardy é um bom amigo de Marty Garner, Shannon Moore e Gregory Helms.
- Matt Hardy teve uma relação de seis anos com Lita.
- Matt Hardy namora actualmente com a ex-Diva da WWE, Ashley Massaro.



Edições anteriores:


- AJ Styles
- Big Show
- Chris Jericho
- Christian
- CM Punk
- Edge
- Jeff Hardy
- John Cena
- John Morrison
- Kane
- Kurt Angle
- Maryse
- Mickie James
- Montel Vontavius Porter
- Randy Orton
- Rob Van Dam
- Santino Marella
- Shawn Michaels
- Ted DiBiase Jr.
- The Brian Kendrick
- The Undertaker
- Triple H


E assim me despeço, esperem que comentem e que dêem sugestões de próximos wrestlers a serem analisados aqui no "Superstar by Superstar".

PS: Matt Hardy foi a escolha de hoje porque neste dia completa 35 anos de idade.

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Não se preocupem, esta semana não vou falar da TNA. É o que dá escrever 3 semanas seguidas a história da TNA, a certo ponto enjoa-se. Enfim, vamos avançar. Ultimamente, na WWE, um título (pelo menos para mim) tem andado um pouco desaparecido. Já devem ter percebido qual é o título que eu falo. Sim, o United States Championship. O que é dele?

O US Title não está a ser muito credibilizado, pois tem sido defendido constantemente na RAW. O que é bom, mas se é defendido na RAW quer dizer que não o é nos PPV, que é onde conta mais. Se um título é defendido em PPV, muda de mãos mensalmente, mas é em combates bons, não sai descredibilizado. Um bom exemplo disso é o Intercontinental Title. Em 2000 e em 2001, o IC Title tinha muito valor, quase de título mundial, mas mudava de mãos praticamente de mês em mês, mas era em PPV. Além disso, por muito bom que seja um combate na RAW pelo título, não demonstra todo o potencial dos seus participantes, enquanto que no PPV têm mais liberdade no que toca a esse aspecto. Mas será que o problema é do campeão? Nem por isso. Kofi é uma das Superstars mais populares da WWE, e está muito bem como US Champion, desde que não avance para o Main Event. Então, o problema é não haver candidatos ao título. Isso também não, pois existem muitos candidatos ao US Title.

Jack Swagger
Sim, lembram-se do Jack Swagger? Aquele tipo que em 3 meses ganhou o ECW Title? Traz-vos recordações? Swagger já foi ECW Champ, e agora foi promovido à brand principal, e uma vitória pelo US Title seria mais um passo em direcção ao Main Event, porque embora a WWE queira vender o ECW Title como um título mundial, não é com combates de 8 segundos que chega lá. Apesar disto tudo, duvido que Swagger ganhe o US Title tão cedo, se calhar mais para o final deste ano ou para o princípio do próximo ano veremos Swagger campeão.

Carlito
Carlito é mais um daqueles que está bom no Mid Card, mas que no Main Event não se safava. E, diga-se de passagem, é o caso de Kofi. Carlito já foi US Champ e IC Champ, e é um bom candidato ao título. Carlito serve para andar ali no Mid Card e receber de vez em quando uma oportunidade pelo título, mas se quer ir para o Main Even tem de mudar a gimmyck. Mas não será ele o próximo campeão. Carlito já teve a sua oportunidade, e agora tem apenas de dar espaço a novatos mais talentosos que ele. Enquanto não ganha nada, pode sempre voltar a cuspir maçãs.

Evan Bourne
Evan "Air" Bourne, o jovem que tem conquistado os fãs (ou não) com as suas manobras perigosas e com o Shooting Star Press. No toca a Bourne, imagino um caminho semelhante ao de Rey Mysterio, só que em vez do Crusierweight Title, é com o US Title. Bourne actualmente está numa rivalidade com Chavo Guerrero, onde após sair por cima, poderá então avançar para o US Title. Ainda assim, acho que há um problema com Bourne. Ele deveria ter ganho o ECW Title antes de ter ido para a RAW, pois assim foi para a brand principal com nenhum experiência como campeão na WWE, o que é um problema. Bourne será campeão, mas alguém o será antes dele.

Primo
O irmão mais novo de Carlito, Primo, já demonstrou que se safa sozinho no ringue. Primo poderá muito bem ser o US Champ, mas precisa de mais experiência. Primeiro, a rivalidade com o irmão tem de acabar, pois já não interessa nem ao menino Jesus. Segundo, se calhar uma vitória sobre Kofi não seria má ideia. E só quando isso tudo acontecer, é que poderá muito bem ganhar o US Title. Por enquanto, é apenas um sonho.

MVP
MVP tem de voltar à caça pelo US Title. A equipa entre ele e o Mark Henry foi muito boa, mas foi mesmo só para o Jericho e o Show manterem-se campeões no Breaking Point. A Tag Team, na minha opinião, não tem futuro. Foi criada à pressa, e já tiveram a sua oportunidade. Acabou. Se MVP não volta a ser candidato ao US Title depressa, demorará até subir ao Main Event. E não vai ser como parceiro do Henry que se torna World Champion. O MVP irá ganhar o US Title pelo menos uma última vez, antes de subir para o Main Event, algo que possivelmente só acontecerá para o próximo ano.

The Miz
Pensavam que eu já me tinha esquecido do Miz? Isso seria impossível. O Miz será o próximo US Champ. Tão simples como isso. Aliás, até já consigo imaginar. No Hell In A Cell, vai ser tal e qual como no Breaking Point, só que melhor. O Miz domina o combate, e à última hora, o Kofi atinge o Trouble In Paradise, retém o título e recupera este mesmo (pois o Miz roubou-lhe o título). Nas semanas seguintes, Miz vence Kofi em combates de Tag Team, exige um última oportunidade, recebe-a no Bragging Rights, num Triple Threat onde os fãs votariam no último participante. Possivelmente seria Swagger. No final, Swagger faz a Gutwrench Powerbomb, e por trás Miz faz o Skull Crushing Finale e ganha assim o título, avançando em direcção ao Main Event. Agora sejamos realistas. Poderá não acontecer assim, mas dentro de um ou dois meses, Miz será o US Champ, quer o queriam ou não.
E é todo o tempo que temos esta semana, há mais para a próxima semana se Deus quiser, e cuidado com aqueles moços que vão às compras com as amigas, mas que nunca entram no provador com elas.
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