Motor City Top Five - 17ª Edição

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por Shelley





Olá a todos, esta é a 17ª edição do “Motor City Top Five”, e hoje falarei sobre aqueles que foram para mim os cinco momentos mais marcantes do PPV No Mercy, que este ano será substituído pelo Hell in a Cell.

Recordo que este PPV teve onze edições, a primeira foi em Maio de 2009, fazendo parte de um grupo de PPV’s que só aconteciam no Reino Unido.
A segunda edição foi em Outubro desse mesmo ano, fazendo parte do grupo de PPV’s anuais da WWF, tal como as de 2000 e 2001.
Em 2002, com a extensão da WWE em duas brands, foi um PPV tanto da Raw como da Smackdown.
De 2003 a 2006, foi exclusivo do show azul da WWE e em 2007 e 2008, voltou a ser Multibrand.
A sua última edição foi mesmo em 2008, este ano será substituído pelo Hell in a Cell, que terá lugar hoje, sendo mais um dos novos PPV’s temáticos da companhia.

Vamos então àqueles que são para mim os momentos mais marcantes da história deste extinto PPV. Take a look!


5º Lugar – Combate de Escadote entre Chris Jericho e Shawn Michaels (2008)


Este combate merece sem dúvida estar aqui neste top, e há várias razões para isso, partindo da talvez menos importante, foi o último combate de sempre de um No Mercy, depois, foi o encerrar da melhor feud de 2008, foi considerado pelo Wrestling Observer o melhor combate do ano e por Vince McMahon no melhor combate de escadote de sempre.
A rivalidade entre os dois até começou de um modo algo “amigável”, eram os dois “face”, respeitavam-se mutuamente, até ao “heel turn” de Chris Jericho.
Depois, tiveram um combate no Great American Bash ganho por Y2J via KO, e HBK ficou em tal estado que chegou-se a falar no fim da sua carreira, aliás, esse era o seu anúncio no SummerSlam. Mas acontece que nesse mesmo evento, Jericho inadvertidamente atingiu Rebecca, esposa de Shawn Michaels, com um murro, e o “Show Stopper” resolve voltar atrás na decisão e é marcado então um “Unsanctioned Match” para o Unforgiven entre ambos.
Michaels venceu por KO, mas nessa mesma noite, Jericho participou no “Scramble Match” pelo Titulo Mundial e acabou por conquistar o cinto. Foi então marcado para o PPV seguinte o verdadeiro “tira-teimas”, um combate de escadote com o ouro em jogo.
E aí, num combate sem os habituais “spots”, mas com muita psicologia (mesmo assim isso bastou para Y2J partir um dente), ambos batalharam por mais de 20 minutos, e no final, quando trocavam golpes no topo do escadote, Chris Jericho acabou por segurar o cinto, retendo assim o seu título, e saindo por cima desta grande feud.




4º Lugar – Coroados primeiros campeões de tag team da WWE (2002)

O ano de 2002 foi um ano de mudança, a WWF passaria a chamar-se WWE e a Smackdown passaria a ser uma brand.
O Titulo Incontestável da WWE (Undisputed Championship) e o Titulo Feminino eram os únicos que poderiam ser defendidos em ambas as brands, e por isso só na Raw poderiam ser defendidos os Títulos Mundiais de Tag Team.
Então, a General Manager da Smackdown, Stephanie McMahon, resolveu introduzir uns novos cintos, os Títulos de Tag Team da WWE, que seriam exclusivos da brand azul, e para determinar os seus primeiros campeões, foi realizado um torneio de oito equipas a culminar na final a disputar-se no No Mercy.
A primeira equipa a chegar à final foi a de Chris Benoit e Kurt Angle, após baterem nos quartos-de-final John Cena e Billy Kidman e nas meias-finais Los Guerreros.
Os seus adversários eram Rey Mysterio e Edge, que no caminho para a final tinha batido a equipa de Brock Lesnar e Tajiri e ainda a de Reverend D-Von e Ron Simmons.
No dia de todas as decisões, vimos um combate notável, que foi considerado pelo Wrestling Observer como o melhor combate desse ano, e no qual, Angle e Benoit acabaram por vencer, após Edge ter desistido com o “Ankle Lock”, sagrando-se nos primeiros campeões de tag team da WWE.




3º Lugar – Chris Jericho Campeão Mundial pela primeira vez (2001)


Após ter sido bastante mal aproveitado na WCW, Chris Jericho chegou à WWF em 1999 e nos anos que se seguiram fez história.
Em 2001, tornou-se numa das faces mais importantes da “Invasion”, uma storyline em que a WCW e a ECW uniram forças para tentar derrubar a supremacia da WWF. Nessa storyline, Jericho estava do lado da companhia de Vince McMahon (tendo o estatuto de face), apesar de ter competido anteriormente nas duas federações que constituíam a “Alliance”.
No entanto, já sabemos o que a casa gasta, ao longo dos tempos foi sempre muito difícil manter Y2J como heel ou como face durante um bom período de tempo, e por isso, virou heel, mostrando inveja pelo Campeão da WCW (mas que fazia parte do roster da WWF), The Rock, até porque este gozava com ele por ainda não ter conseguido vencer o ouro mais prestigiado do pro wrestling.
Chris Jericho venceu um combate pela posição de candidato principal ao titulo frente a Rob Van Dam, e no No Mercy teve a sua oportunidade pelo cinto de The Rock, conseguindo a vitória após um “Breakdown” em cima de uma cadeira de aço, após mais de 20 minutos de combate, conseguindo assim tornar-se pela primeira vez num Campeão Mundial.




2º Lugar – Titulo da WWE muda de mãos por três vezes na mesma noite (2007)

Estava previsto que no No Mercy de 2007, John Cena defendesse o seu Titulo da WWE contra Randy Orton, num “Last Man Standing Match”, no entanto, na Raw antes do PPV, o campeão lesionou-se num combate contra Mr. Kennedy, e um dia depois, na ECW, foi anunciado que o cinto estava sem dono, e que no No Mercy iríamos ter novo campeão.
O evento começou com um segmento no ringue com Mr. McMahon e William Regal, que atribuíram a Orton o Titulo da WWE, no entanto, ele teria de defendê-lo naquela mesma noite, e aí apareceu Triple H que o desafiou para um combate, e apesar de alguma resistência, Vince lá concordou e o duelo começou imediatamente, com o “King of Kings” a vencer após um “Roll-Up”, sagrando-se no segundo campeão da WWE naquela noite.
No entanto, as trocas e baldrocas do cinto não se ficavam por aqui, o Hunter teve de defender o título frente a Umaga, vencendo-o com muito esforço, e no final da noite, teria de voltar a lutar contra Randy Orton, desta vez num “Last Man Standing Match”.
Esse combate foi considerado um dos melhores de 2007, mas o “The Game”, esgotadíssimo após três combates muito exigentes, não foi capaz de responder à contagem de dez, e por isso, Orton saiu do No Mercy como campeão. Assim começou a “Age of Orton”.




1º Lugar – Titulo Mundial e Titulo Intercontinental unificam-se (2002)

No Verão de 2002, Kane regressou à competição após alguns meses lesionado e voltou em grande, conquistou os títulos de tag team com The Hurricane (acabando depois por perdê-los) e o Titulo Intercontinental no final de Setembro a Chris Jericho, apesar da interferência de Triple H e Ric Flair, tudo lhe corria bem e numa entrevista no backstage até o próprio disse “que pela primeira vez na vida, estava feliz”.
No entanto, Eric Bischoff, anunciou um combate para o No Mercy entre o Campeão Mundial (Triple H) e o Campeão Intercontinental (Kane), em que o vencedor levava ambos os cintos para casa.
Aqui começou uma polémica feud entre os dois, a tal em que o nome de Katie Vick esteve envolvido, para quem não sabe que “angle” foi esse, é favor pesquisar, porque foi das jogadas mais nojentas da WWE, em que o “Big Red Monster” foi acusado pelo “The Game” de assassinato e necrofilia (relações sexuais com um cadáver) a essa mulher. Isto foi tão repugnante, que recebeu o prémio para pior feud do ano e para estratégia mais repugnante para ter audiências pelo Wrestling Observer.
O combate entre ambos até não foi mau, antes pelo contrário, e após uso de armas, a interferência de Ric Flair e um “Pedigree”, Triple H vence, unificando os títulos, e por essa razão o Titulo Intercontinental ficou desactivado até Maio do ano seguinte.




Faço menção honrosa a: conquista do Titulo da WWF por parte de Kurt Angle (2000), o Hell in a Cell entre Brock Lesnar e Undertaker (2002), ao “I Quit” Match entre Vince e Stephanie McMahon e ao “Biker Chain Match” entre Lesnar e Undertaker (2003), ao “Last Ride Match” entre JBL e Undertaker (2004), ao “Handicap Casket Match” entre os Ortons e Undertaker (2005) e à estreia de MVP na WWE e ao regresso de Chris Benoit após lesão (2006).

Volto para a semana com novo artigo, veremos do que falo!
Portem-se bem!
Comentem!

4 Responses to Motor City Top Five - 17ª Edição

  1. Bom artigo Shelley, gosto de fazer uma repercussão ao passado e aqui apresentaste histórias que eu até desconhecia.

    Pela importância, acabo por concordar com este post, e pelo que vejo, parece-me que a edição de 2002 foi de facto a mais marcante.

    A Smackdown faz dez anos, será que poderíamos ter um Top 5 com qualquer associação a isso?


    Seria óptimo, continua ;)

     
  2. Salvador Says:
  3. O Jericho a comentar o Jericho, LOL.

     
  4. Bem, confesso que não me recordo de todos os acontecimentos permonerozidamente, mas lembro-me que esses que indicaste foram realmente relevantes e marcantes...

    Sem muito mais a acrescentar, queria apenas acrescentar que mudar o nome de um PPV já com tanta história, para algo sem o potencial que à partida se lhe está a dar, é um pouco triste, mas pronto!

    Continua, Abraço!

     
  5. LOL

    Explica-me lá esse comentário Salvador